quarta-feira, 27 de abril de 2011

Roberto Requião fica irritado com pergunta de repórter e pega o gravador.

DE VOLTA À CENSURA? 
O senador Roberto Requião (PMDB-PR), essa semana se irritou com a pergunta de um jornalista, e tirou seu instrumento de trabalho, um gravador. Horas depois o jornalista Victor Boyadjian recuperou seu aparelho com a  gravação apagada. O motivo de tamanha irritação foi o simples questionamento feito pelo jornalista ao senador: estaria Requião disposto a abrir mão de sua aposentadoria de R$ 24 mil mensais recebida por ser ex-governador. Toda essa irritabilidade do senador não é justificável, quando se observa que a obrigação de um representante público é fazer jus ao seu cargo, empenhando-se de forma digna, e obviamente, manter informados os cidadãos, que o colocou numa cadeira do senado federal, e isso é possível por meio da mídia, porque ironicamente o senador não pode "bater de porta em porta" esclarecendo seu trabalho e informando aos cidadãos sua representatividade na política, a não ser é claro, no momento da arrecadação de votos, que literalmente, em alguns casos, se valha de tudo por mais um "confirma" na urna. Quero dizer o seguinte, o trabalho exercido por um senador,  não somente o Roberto Requião, deve ser exposto ao povo, por meio da imprensa, não cabe a um representante do poder público se valer dessas atitudes um tanto quanto, mesmo que implicitamente, REPRESSORAS, para mostrar seu incômodo com o questionamento, conveniente, de um jornalista, que ao contrário de tantos políticos dispersos pelo Brasil, não cumprem seu papel, como eu coloquei anteriormente, dignamente.
Alegando ter sido agredido pelo chamado bullying, o senador pelo PMDB, Roberto Requião, justificou sua atitude à perda de paciência momentânea,   afirmou que o repórter tentou "extorquir" respostas, e que ficou com o gravador, para que não fosse publicada de forma distorcida a sua suposta resposta. Imaginem só o que seria da imprensa se todo político sofresse de uma “impaciência momentânea”, e retirasse das mãos de repórteres, seus gravadores, suas câmeras, seus microfones, por receio de que suas respostas às entrevistas fossem distorcidas. Que espécie de político ético tomaria tal atitude? Se a moda pega, os veículos de comunicação terão mais um empecilho para exercer sua função, a repressão de políticos, que no mínimo quebram o decoro parlamentar com suas atitudes infames à liberdade expressão.

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