Não se torna difícil refutar essa ideia, a de que nós ateus não podemos celebrar essa ocasião. O Natal há muito tempo deixou de se caracterizar como uma festa religiosa, santa, como alguns preferem chamar. Esse festejo, há muito, encontra-se a serviço do capitalismo, do comércio, da circulação financeira. Percebemos isso nas circunstâncias mais rotineras do dia a dia. A primeira coisa que vem a cabeça de uma criança, no momento de pedir um presente, não é uma viajem à Jerusalém, ou uma estátua de Jesus Cristo, mas sim aquele vídeo game de última geração que ela viu na televisão, aquele Iped, Iphone, Smartphone que ele viu no facebook, uma viajem à Disney. Sendo boa ou ruim, a realidade é essa. O Natal não é para todos, mas sim, para quem tem dinheiro.
Deixando de lado a face capitalista do Natal, irei listar mais alguns motivos para um ateu festejar essa data. O 25 de dezembro representa, e muito bem, alianças familiares, de amor, de sentimentos benevolentes, generosos. Não há motivo concreto para não comemorá-la, a não ser que o indivíduo leve seu ateísmo a um grau tão extremo que o caracterize como uma religião. Uma pessoa, somente pelo simples motivo de não possuir crença religiosa, não deve se privar desses sentimentos bondosos.
Mesmo que o Natal tenha seu instinto capitalista, de segregação (nos mais diversos sentidos, incluindo sociais), e pretensão religiosa, ateus encontram-se sim disponíveis àquilo que, pode se dizer, seja o lado bom da festa, inclusive os presentes. Feliz Natal!